Guardo-te enquanto te puder guardar

10592747_10204743034604027_494494107340797406_nGuardarei as memórias como arquitectura do nosso amor. Guardarei o som do teu riso e o sabor da tua pele. Guardarei a sensação do teu toque forte e a forma das tuas costas. Guardarei o teu cheiro na minha almofada e os teus cabelos perdidos nos lençóis. Guardarei-te a ti, e o pouco que me resta do homem que foste, em mim, até que o para sempre se dilua no tempo. Até que se mudem lençóis e o teu cheiro de desvaneça. Agarro-me a tudo o que possa que me lembre de ti enquanto me divido a esperar que desapareças ou que me reencontres. Que te reencontres. Que sejas o homem que julgava estares destinado a ser para mim ou que me deixes com memórias a preto e branco, com cheiro a antigo. Aqui e agora, enquanto na boca tenho sabor a fel, recordo a doce ilusão a que me soubeste. Engulo-a a custo, a par com saliva que me lave o sabor a amargo. Enquanto tudo isto não muda, guardo-te enquanto te puder guardar. Até que desvaneças em mim ou me invadas de novo.  Até que me devolvas a mim mesma.

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