Desapego.

As mensagens ficam por ler. Talvez assim ela pense que não as viste, apesar da aplicação te denunciar online. Assim, pensas tu, não leste não tens que responder. Ela sabe. Pode até esperar isso de ti. Um comportamento tantas vezes repetido que já não há direito a acusar estranheza.

Ela pode estar nua ou vestida, penteada ou com a maquilhagem borrada. Pode ter a cara inchada de chorar ou parecer radiante. Desapego. Não reages. É como se ela fosse invisível. Só dás por conta do espaço que ocupa. Até já adormeceres ao som do choro dela te parece aceitável. E consegues fazê-lo sem esforço. Ela sabe que já não te importas. Tu disseste-lhe. O problema é dela. Dorme descansado.

Ela pode estar doente ou sã. Isso não é assunto teu. Não te envolves. Nem perguntas. Receias que possa ter alguma coisa a ver contigo…e isso?  E isso não queres tu que tenha nada que ver contigo. Já a avisaste. Ela sabe. Que não se queixe nem reclame atenção. A tua atenção já não é dela há muito tempo e como tu a avisaste, ela que não se lembre sequer de espernear. O efeito do desapego. Mas tu avisaste não foi? Tu avisaste e ela na ânsia de te ter ignorou. O problema é dela. Tu avisaste. Achas que como avisaste tens a tua honra intacta. Problema dela. O problema sempre foi dela. O problema nunca foi teu. O problema nunca foste tu.

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