Aida, de Giuseppe Verdi, no Mariinsky

Ir à Rússia e não ir a uma ópera é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa. O Mariinsky Theatre é dos mais emblemáticos de São Petersburgo e apesar do espectáculo ser muuuiitttoo longo (são 4 actos), toda a envolvência do espaço  e do ambiente fizeram com que fosse uma experiência única. (Ah, e pude finalmente usar aqueles binóculos catitas que se vêem nos filmes). IMG_0948IMG_1004

Teatro Bolshoi – Moscovo

FullSizeRenderFullSizeRender_1FullSizeRender_2FullSizeRender_3IMG_0215Abriu portas em 1825 para ser uma sala a receber espectáculos de ópera e ballet. O principal de Moscovo, e arrisco dizer o mais bonito da Rússia, é soberbo. Quando vazio, como no dia em que lá estive, esmaga pela acústica dos pequenos sons que se ouviam pelos pouco presentes que preparavam o palco para o espectáculo que aconteceria nas horas seguintes. A guia ia contando a história das salas, uma a uma, com um orgulho enorme. Numa das salas a prima ballerina ensaiava com a professora (japonesa, creio) e a angústia estava-lhe estampada no rosto. Dor. Era dor, aquela que não permite que vejamos quando há público. No andar de cima uma sala de costura onde fazem apenas as roupas usadas pelas primas e secondas ballerinas. Uma sala enorme cheia de manequins e tule, onde 12 mulheres à mão e com a perfeição que os materiais nobres exigem, criam fatos de encantar. Saí de lá a levitar.