Nisto do amor…o compromisso é o que mais importa.

ghfgdtms.jpgA ideia que que existe um compromisso, mesmo que apenas emocional e/ou verbal (que é o que interessa), é o que faz a ideia do para sempre catapultar as intenções para o dia a dia. Sem a ideia de que existe um compromisso, o amor, mesmo a existir, esfuma-se a cada provocação, a cada desentendimento. Se não se está comprometido, compromete-se tudo o resto. É fácil de entender, difícil de aceitar. Mas, tal como no amor, não vale a pena em nada na vida acreditar que vamos apostar em alguma coisa, em algo, num sentimento ou ideia, com o qual não estamos comprometidos. É apenas adiar o inevitável. Falta de compromisso é igual a falhanço. Apenas isso.

Até que me devolvas a mim mesma

1474385824650723.jpgGuardarei as memórias como arquitectura do nosso amor. Guardarei o som do teu riso e o sabor da tua pele. Guardarei a sensação do teu toque forte e a forma das tuas costas. Guardarei o teu cheiro na minha almofada e os teus cabelos perdidos nos lençóis. Guardarei-te a ti, e o pouco que me resta do homem que foste, em mim, até que o para sempre se dilua no tempo. Até que se mudem lençóis e o teu cheiro de desvaneça. Agarro-me a tudo o que possa que me lembre de ti enquanto me divido a esperar que desapareças ou que me reencontres. Que te reencontres. Que sejas o homem que julgava estares destinado a ser para mim ou que me deixes com memórias a preto e branco, com cheiro a antigo. Aqui e agora, enquanto na boca tenho sabor a fel, recordo a doce ilusão a que me soubeste. Engulo-a a custo, a par com saliva que me lave o sabor a amargo. Enquanto tudo isto não muda, guardo-te enquanto te puder guardar. Até que desvaneças em mim ou me invadas de novo.  Até que me devolvas a mim mesma.