Enquanto estiveres aí…

1453389401868625_animate…e me deixares sentir o teu toque, nenhuma das tuas palavras terá mais sentido que ele, o teu toque. Por isso não digas mais nada.

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Das palavras sobre o amor

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Das que li hoje, e já esperado, as melhores são do MEC

“Para além do amor existes tu. Para além da pessoa que eu amo há o amor que é a tua pessoa a existir. E, por sorte, ao pé de mim. Para além do amor dás-me os dias de vida, cada um mais inteiro do que o anterior, ao ponto de limpar toda a saudade.Para além do amor estás tu. Como se o amor não bastasse, estás tu como tu és, a apaixonar-me. Para além do amor és tu a razão de viver de boca aberta de riso e de pasmo, nas palminhas das tuas mãos. Para além do amor entregas-me o futuro, como a doçura de um momento seguinte que eu nem sinto chegar mas que à mesma me leva com ele. Para além do amor levas-me tu, para onde ninguém vai sozinho, pelo ar. As flores estão todas contigo, Maria João. Deixas-me ser a tua pressa. Deixas-me ser o teu amigo. Deixas-me ser quem eu era quando nasci. Para além do amor existe a tua graça. Para além do amor há o teu prazer, a tua beleza, a nossa casa e o tempo a que fazemos os dois frente, para que não ouse passar sem ser por nós. Deixa-me continuar até morrer. Contigo eu nunca hei-de morrer. Já adormecer ao teu lado é difícil, quanto mais deixar de viver. Deixa-me viver. Para além do amor continuas tu. Continua. Tu és a pessoa verdadeira que eu amo. Tu és a verdade da minha alma.Tu és o amor, Maria João. Eu sou apenas a sorte de poder amar-te. Continua como tu és, Maria João, milagre da minha vida.”

 

Nisto do amor…o compromisso é o que mais importa.

ghfgdtms.jpgA ideia que que existe um compromisso, mesmo que apenas emocional e/ou verbal (que é o que interessa), é o que faz a ideia do para sempre catapultar as intenções para o dia a dia. Sem a ideia de que existe um compromisso, o amor, mesmo a existir, esfuma-se a cada provocação, a cada desentendimento. Se não se está comprometido, compromete-se tudo o resto. É fácil de entender, difícil de aceitar. Mas, tal como no amor, não vale a pena em nada na vida acreditar que vamos apostar em alguma coisa, em algo, num sentimento ou ideia, com o qual não estamos comprometidos. É apenas adiar o inevitável. Falta de compromisso é igual a falhanço. Apenas isso.

Até que me devolvas a mim mesma

1474385824650723.jpgGuardarei as memórias como arquitectura do nosso amor. Guardarei o som do teu riso e o sabor da tua pele. Guardarei a sensação do teu toque forte e a forma das tuas costas. Guardarei o teu cheiro na minha almofada e os teus cabelos perdidos nos lençóis. Guardarei-te a ti, e o pouco que me resta do homem que foste, em mim, até que o para sempre se dilua no tempo. Até que se mudem lençóis e o teu cheiro de desvaneça. Agarro-me a tudo o que possa que me lembre de ti enquanto me divido a esperar que desapareças ou que me reencontres. Que te reencontres. Que sejas o homem que julgava estares destinado a ser para mim ou que me deixes com memórias a preto e branco, com cheiro a antigo. Aqui e agora, enquanto na boca tenho sabor a fel, recordo a doce ilusão a que me soubeste. Engulo-a a custo, a par com saliva que me lave o sabor a amargo. Enquanto tudo isto não muda, guardo-te enquanto te puder guardar. Até que desvaneças em mim ou me invadas de novo.  Até que me devolvas a mim mesma.

Afinal, pode morrer-se de (des)amor

1458754507953986.jpgHoje é dia Mundial do Coração.

Partilho aqui um artigo sobre os efeitos físicos que sofremos quando nos partem o coração. O desamor mata, um coração partido não é um cliché, um coração partido é uma catástrofe emocional e física. Tomem bem conta dos vossos, e dos dos outros.

 A verdade é que este acontecimento não nos afeta apenas psicologicamente. O nosso corpo também sofre com as mudanças.Especialistas das Universidades de Los Angeles, Toronto e Kentucky explicaram de que forma o nosso organismo se altera perante uma situação destas.

1. Nos momentos a seguir à rejeição, o ritmo cardíaco desce bastante.

2. Assim que nos apercebemos do que se está a passar, surge o momento de stress (‘Será que a culpa foi minha? O que é que eu fiz?’). Este pode dar cabo do sistema nervoso simpático, o que leva ao aumento dos níveis de cortisol e de inflamações. O sono, a digestão e o sistema imunitário podem sofrer com estas alterações.

3. Às vezes parece que sentimos uma dor física. Isso acontece porque as regiões do cérebro que processam a dor de uma rejeição ou perda também são responsáveis pelo processamento da dor física.

4. Deixa de pensar de raciocinar e começa a ser mais impulsivo/a do que o normal. Vários estudos mostram que uma rejeição afeta o autocontrolo e o pensamento crítico.

5. As áreas do cérebro que ‘funcionam’ quando estamos sob o efeito de estupefacientes ou quando temos o desejo de consumir uma substância viciante começam a reagir assim que temos vontade de ver uma fotografia da pessoa que nos rejeitou. No entanto, as partes do cérebro responsáveis pelo controlo de comportamentos de adaptação (os que nos fazem pensar ‘Tens de andar para a frente!’) também são acionados.

6. Nos primeiros tempos, as únicas pessoas com quem falamos são o senhor que entrega as pizzas e a farmacêutica. Quando nos começamos a sentir demasiado sós – já não falamos com amigos ou familiares há dias e dias… E até já começamos a sentir falta dos comentários absurdos ou das piadas sem graça nenhuma -, os níveis de progesterona começam a aumentar. Esta é a hormona que nos vai ajudar a ir ‘à procura’ de contacto social.

7. Meses mais tarde, mesmo que já tenha ultrapassado tudo o que aconteceu, ainda pode notar algumas alterações no organismo: uma maior queda de cabelo, por exemplo.

Outono revisitado

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Mais um outono e nada daquilo que imaginei um dia aconteceu entretanto. Pouca é a diferença nas cores pastelentas que preenchem, a tempo, os passeios das ruas. As folhas caem mais uma vez para  enchem o chão de memórias sem vida, como um filme antigo e lento, mudo sem cores vibrantes. Dizem que o outono é época da renovação, uma altura certa de novos começos e nova vida. Talvez. Nas árvores isso acontece. Não sou uma árvore. O outono pesa-me sempre e não me deixa a sensação de renovação. Entre uns outonos e outros mudei os sons das músicas que me falam de ti, antigas na mesma como em outonos anteriores, e os livros foram renovados com novas estórias, com pouca diferença de guião. Sabe-me ao mesmo, o outono. Pouco lesto. Sempre outono. És-me sempre outono e não me sabes a mudança, nem a vida nem a recomeço. É novamente outono, mais uma vez não estás, não me agasalhas para o frio que preencherá agora as noites na cidade que se mantém volátil e egoísta e me faz andar ao arrepio mais uma vez. E já não me interessa o cheiro das castanhas que todos elogiam nestas tardes que já só contam com uma hora de bafo calorento e ilusório pelo sol que só espreita a medo e que me sombreia o coração. Continuo a sujar os dedos em folhas de jornal, fraco luxo, e a olhá-los como sinal gasto de recordação. Afinal é outono e tu mais uma vez não estás. Os autocarros continuam a moverem-se lentos e caprichosos e eu já nem sequer sou última paragem. É outono e tu não nunca estás. É outono e nem sei onde estás. Não escrevo mais sobre o outono, até um outono me preencher com momentos que não me saibam a memórias vazias de um vulto sozinho numa espera demorada e inútil num banco de jardim. Odeio o outono. Tu não estás. Serás infelizmente a minha estação triste. És-me outono.

Guardo-te enquanto te puder guardar

10592747_10204743034604027_494494107340797406_nGuardarei as memórias como arquitectura do nosso amor. Guardarei o som do teu riso e o sabor da tua pele. Guardarei a sensação do teu toque forte e a forma das tuas costas. Guardarei o teu cheiro na minha almofada e os teus cabelos perdidos nos lençóis. Guardarei-te a ti, e o pouco que me resta do homem que foste, em mim, até que o para sempre se dilua no tempo. Até que se mudem lençóis e o teu cheiro de desvaneça. Agarro-me a tudo o que possa que me lembre de ti enquanto me divido a esperar que desapareças ou que me reencontres. Que te reencontres. Que sejas o homem que julgava estares destinado a ser para mim ou que me deixes com memórias a preto e branco, com cheiro a antigo. Aqui e agora, enquanto na boca tenho sabor a fel, recordo a doce ilusão a que me soubeste. Engulo-a a custo, a par com saliva que me lave o sabor a amargo. Enquanto tudo isto não muda, guardo-te enquanto te puder guardar. Até que desvaneças em mim ou me invadas de novo.  Até que me devolvas a mim mesma.

Enquanto Dormias #repost – há seis anos como hoje.

Fiquei a ver-te. Descansado. Perdido nas horas que passam sempre depressa. Afaguei-te o cabelo. Perdi-me nas sombras que te marcavam o rosto a cada vez que mudavas de posição. Descobri-te uma pequena cicatriz no sobrolho. Apaixonei-me outra vez. Fiquei, vagarosamente, a olhar para ela. Depois descobri-te um pequeno sinal,quase imperceptível, debaixo do olho esquerdo. Como é que nunca o tinha visto antes? Voltei a apaixonar-me. Perdi-me uma imensidão de tempo, que são sempre minutos apressados, na pequena cova que tens no queixo. Decorei-te o desenho dos lábios. São perfeitos, foram, por certo, desenhados à mão. Toquei-te a barba que começou a
aparecer no avançar da noite. Farta. Forte. Semeada com exactidão. Apaixonei-me.
Enquanto tinha a mão aberta sobre o teu peito, e te sentia o pulsar do coração na palma da mão, reparei, acho que pela primeira vez, na tua maçã de Adão. Fiquei outros tantos minutos vagarosos, dos que passam a correr, a olhar para ela. Para ti. E ali estavas tu. Sem roupas. Sem máscaras. Sem nada que disfarçasse o que és ou do que és feito. Tu. Simplesmente tu. Desprotegido mas sem um rasgo de fragilidade. A nu com a luz que se agitava no quarto, a cada vez que mudavas de posição. E voltei a apaixonar-me.

A hora ficou tardia

E depois de horas a mirar o relógio, quase de forma clandestina, num suspiro, fez a mala. Afinal, a espera que se torna sempre longa e não acaba em lugar nenhum, tornou-se pesada. O silêncio violento. Ensurdecedor. A cidade agita-se. Com ela a mente da rapariga. A mala pesada, a espera longa, o silêncio ensurdecedor. Num suspiro, pegou na mala, engoliu o silêncio, despediu-se da cidade, rasgou a espera. Num suspiro, vagaroso, lento. Afinal, ela não tinha nada pelo que esperar..

Isto de gostar de alguém

Que não tem hora para chegar nem avisa quando te entra vida adentro. Das imperfeições de outro que te fazem sentido, te irritam enquanto aumentam o gostar pelo simples facto de o gostar se fazer instalar até quando te irrita e essa irritação é também um gostar do tormento que te causa alguém que amas. Fomos programados para gostar de alguém e podemos bater o pé à vontade e até gostarmos de alguém contrariados mas isso não apaga o facto de que sim, que gostamos. E é a criação de laços entre seres humanos que dá sentido à vida e são as memórias dos momentos partilhados as marcas nas vidas das pessoas com quem nos cruzámos que permanecem após nós já cá não andarmos. E se na lógica arranjamos sempre mil e uma razões para não gostar de alguém, ou achar que não é o suficiente, o coração não se deixa enganar. O coração quer o que quer e raramente se engana. Já a razão…essa é fácil de mascarar com mil e uma coisas que nada tem a ver com gostar. Mais vale seguir o coração, já que é único que não tem dúvidas.